terça-feira, 25 de agosto de 2015

Férias no Havaí, parte 2: restaurantes, produtos orgânicos e outras compras na Big Island

No texto anterior, falei sobre passeios, transporte e acomodações na Big Island, ilha do arquipélago havaiano na qual eu e minha filha passamos treze dias de férias, em julho de 2015. Nos hospedamos na casa da minha irmã Cindy e do meu cunhado John, que são também os proprietários do confortável e colorido Dolphin Dreams Kealakekua, uma unidade completa e independente que fica no térreo e pode ser alugada por temporada. Mais detalhes, incluindo fotos e comentários de hóspedes, com elogios mais do que merecidos, podem ser vistos no Airbnb e no VRBO.

Reservei as minhas anotações sobre restaurantes, produtos orgânicos e outras compras para essa segunda parte do relato. Os endereços dos estabelecimentos estão informados entre parênteses. Para saber de detalhes como número de telefone, endereço de email e horários de funcionamento, basta acessar os respectivos sites, clicando em cima de cada nome.

COMPRAS

Viajantes têm interesses diferentes no que se refere a compras; falarei sobre as que nós fizemos e vou me ater a produtos especificamente havaianos. Nesse sentido, o foco da minha filha eram cartões e pequenos objetos, já eu me concentrei em alimentos orgânicos e produtos orgânicos de cuidado pessoal. Para minha surpresa, boa parte das empresas e fazendas abaixo se dispõe a enviar encomendas para o Brasil, entre diversos outros países, cobrando o frete correspondente.

1. Café 100% Kona Coffee: Um produto local muito especial é o renomado café da região de Kona, no lado Oeste da Big Island. Fatores como o rico solo de lava, a altitude e as condições climáticas de lá favorecem o crescimento da plantação e a colheita (feita à mão para garantir que somente os frutos perfeitamente maduros sejam utilizados), e fazem com que o café 100% Kona Coffee seja considerado um dos melhores cafés do mundo. Todo esse cuidado com a qualidade se reflete nos preços. É importante escolher com atenção, pois existem cafés do tipo Kona Blend, que consistem em misturas que podem chegar à proporção de 90% de cafés de outros países e apenas 10% de café de Kona. O produto autêntico apresenta a denominação 100% Kona Coffee. É comercializado tanto em grãos quanto moído.

Kona Rose Coffee, da Mahina Mele Farm
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É possível fazer visitas guiadas e degustações em várias fazendas havaianas. A Greenwell Farms (81-6581 Mamalahoa Highwy, Kealakekua) é uma das fazendas de café mais famosas. Cheguei a começar o tour com a minha filha e a minha irmã, mas acabamos desistindo por causa do calor forte daquela tarde. Ficamos um pouco na loja, bebendo amostras de café. Não tenho o hábito de tomar café; mesmo assim experimentei todos os tipos diferentes que pude encontrar durante a viagem.

Para dar de presente, escolhi o Kona Rose Coffee, um café 100% Kona Coffee e orgânico, certificado pelo USDA. Comprei um pacote de 8oz (227g) no supermercado local Choice Mart (82-6066 Mamalahoa Hwy, Captain Cook), por um preço um pouco menor do que os US$19,00 cobrados no site da fazenda que o produz, a Mahina Mele Farm (87-2642 Mamalahoa Hwy, Captain Cook), dedicada a café e macadâmia, ambos certificados orgânicos. É vendido também na loja de produtos naturais Island Naturals (74-5487 Kaiwi St, Kailua-Kona). Seu ponto de torrefação é médio-escuro (Vienna roast).

Tanto a Greenwell Farms quanto a Mahina Mele Farm fazem envios para muitos outros países, incluindo o Brasil.

2. Macadâmia: Sua origem é australiana, porém ao Havaí é dado o crédito da consolidação da macadâmia como uma indústria, chegando a ser a maior região produtora de macadâmia do mundo. Atualmente, está em terceiro lugar no ranking mundial, atrás apenas dos países Austrália e África do Sul.

100% Dry Roasted Macadamia Nuts, Salted, e Rock Salt Macnuts, da Kona Pacific Farmers Cooperative
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A loja favorita da minha irmã é da Kona Pacific Farmers Cooperative (82-5810 Napo‘opo‘o Rd, Captain Cook), a maior e mais antiga cooperativa de café de Kona nos Estados Unidos. Fundada em 1910, é especializada em café e macadâmia. Quem frequenta a loja ganha uma grande variedade de amostras dos diferentes sabores de macadâmia produzidos e pode se servir de copinhos dos seus vários tipos de café. Há também um espaço com mesinhas, para quem quiser saborear uma xícara de café e comer um brownie, um muffin ou um sanduíche, entre outras opções. Fica no distrito de South Kona.

Levei um pacote de 100% Dry Roasted Macadamia Nuts, Salted (macadâmias inteiras, torradas a seco e salgadas), com 12oz (340g), por US$16,75, e dois pacotes das deliciosas Rock Salt Macnuts (macadâmias inteiras, cobertas de chocolate amargo e sal de rocha), com 4oz (113g), por US$9,25 cada. O site da Kona Pacific Farmers Cooperative faz entregas no mundo todo.

Macadâmias saborizadas são bastante populares na Big Island, e um lugar bem divertido foi o show room da fábrica Hamakua (61-3251 Maluokalani St, Kawaihae), no distrito de North Kohala. Passamos lá a caminho do Pololu Valley (Highway 270, North Kohala). Fundada em 1994 por Richard Schnitzler, a empresa tem um grande sortimento de macadâmias salgadas e doces, indo da macadâmia pura até sabores como wasabi, coco, pimenta jalapeño, mel e mostarda. Há também confeitos e pipocas com frutas tropicais e pedacinhos de macadâmia. Além de ver as etapas de produção através de vidros, os clientes podem experimentar amostras à vontade. Comprei uma porção de latinhas dos sabores Island Onion (cebola da ilha) e Kona Coffee Glazed (glaceadas com café de Kona). No site, cada lata de 5,5oz (156g) custa US$6,99; na loja, o preço era mais barato. Os produtos da Hamakua são encontrados também em outras lojas e podem ser enviados internacionalmente.

Uma experiência interessante foi comparar as macadâmias da Hamakua com as macadâmias da Joe’s Nuts (84-5180 Painted Church Rd, Captain Cook), uma fazenda de macadâmia e café 100% Kona Coffee, cuja proprietária Diane Milazzo participa do circuito de farmers markets (detalhados no item 4 desse texto). Provei amostras num sábado, no Keauhou Farmers Market (78-6831 Ali‘i Dr, Kailua-Kona), e levei um pacote do sabor Maui Onion & Garlic (cebola de Maui e alho) por US$10,00, depois comprei mais dois pacotes desse mesmo sabor no domingo, no South Kona Green Market (82-6188 Mamalahoa Hwy, Captain Cook). As duas macadâmias — as industrializadas da Hamakua e as artesanais da Joe’s Nuts — são muito boas, mas as artesanais têm um toque especial.

As macadâmias citadas até agora não são orgânicas. Já a Ailani Orchards (96-6448 Mamalahoa Hwy, Waiohinu), no distrito de Ka‘u, no Sul da Big Island, produz a Ka‘u Macadamia Nut Butter with Belgian Chocolate, uma pastinha irresistível, preparada com apenas dois ingredientes: macadâmia orgânica e chocolate belga. Dá vontade de comer tudo de uma só vez. O vidro vem com 4oz (113g) e custou US$6,00. Existe também uma opção da manteiga feita somente com macadâmia orgânica, sem chocolate. A fazenda pertence a Barney Frazier e sua esposa Elizabeth Jenkins, desde 2001, e é dedicada a macadâmia e café, ambos 100% orgânicos, embora sem certificação. Paramos lá quando estávamos indo para o Hawai‘i Volcanoes National Park (1 Crater Rim Dr, Volcano). É uma graça a decoração da vendinha onde são comercializados os produtos.

Vendinha da Ailani Orchards
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Ohi‘a Lehua Blossom Honey, da Big Island Bees; Lilikoi Butter, da Kona’s Earthly Delights 
Farm, e Ka‘u Macadamia Nut Butter with Belgian Chocolate, da Ailani Orchards
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3. Mel cru: A Big Island Bees (82-1140 Meli Rd, Captain Cook) é uma fazenda especializada em mel cru (que não passa por processos de filtragem e superaquecimento), orgânico (certificado pelo USDA) e monovarietal (produzido com o néctar de uma única espécie de flor), produzido por abelhas que vivem na Big Island. É dirigida pelo casal Whendhi GradGarnett Puett.

O apiário trabalha com três tipos de mel varietal: de flores de ohi‘a lehua (uma árvore de origem havaiana), de flores de wileilaki (a planta brasileira aroeira, ou pimenta-rosa) e de flores de macadâmia. Os dois primeiros são orgânicos. Com texturas, cores e sabores distintos, todos são excelentes. Adquiri alguns vidros do suave e cremoso mel cru e orgânico de ohi‘a lehua; o preço de cada vidro com 4,5oz (127g) foi de US$5,00, e o vidro de 9oz (256g) custou US$9,00.

A sede da Big Island Bees está situada no distrito de South Kona, bem perto da paradisíaca Kealakekua Bay (uma área de proteção da biodiversidade marinha) e do aconchegante Dolphin Dreams Kealakekua. A construção abriga um museu dedicado à apicultura e uma loja de itens feitos com mel e cera de abelha (ambos orgânicos), incluindo chás, molhos, velas e produtos de cuidados pessoal como sabonetes e cremes. Lá é possível degustar os três tipos de mel e uma quarta opção, que mistura o mel de ohi‘a lehua orgânica com canela também orgânica. E duas vezes por dia são realizadas visitas guiadas bastante instrutivas, para as quais convém fazer reserva.

Comprei duas unidades do bálsamo Healing Bee Balm e estou muito satisfeita com sua ação na pele mista do meu rosto, logo após uma camada do meu hidratante de sempre, o Creme Facial Noturno de Rosas, da marca brasileira e orgânica Ikove. O Healing Bee Balm vem num vidro de 4,5oz (que equivaleriam a 127g de mel, mas no caso do bálsamo tem um pouco menos, já que esse produto é mais leve do que o mel) e custou US$15,00. Também escolhi o protetor labial Lip Bee Balm, embalado num vidrinho bem menor, ao preço de US$5,00. Ambos são orgânicos, produzidos na própria fazenda, e contêm mel cru e orgânico da florada de pimenta-rosa e cera de abelha orgânica também originada da florada de pimenta-rosa. Os cheiros são discretos. A esses preços foi acrescentado depois o imposto local, de 4,166%, no momento do pagamento.

A empresa faz um consistente trabalho de distribuição, e o mel da Big Island Bees é encontrado em outras casas comerciais e fazendas, e também nos farmers markets. A loja virtual envia para todos os países. Pedidos acima de US$65,00 têm frete gratuito para os estados americanos.

Museu sobre apicultura, na Big Island Bees
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Seção de cosméticos, na loja da Big Island Bees
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Também me agradou muito o Tropical Blossom Blend Pure Hawaiian Honey, o mel cru da Hawaii Bee Company (P.O. Box 545, Naalehu), um apiário familiar situado no distrito de Ka‘u. Suas abelhas produzem mel com o néctar de diversas flores tropicais, como flores de macadâmia, manga, maracujá, pimenta-rosa e ohi‘a lehua, que crescem espontaneamente numa das partes mais remotas da Big Island, sem pesticidas. O manejo é sustentável, e as abelhas nunca recebem açúcar e nem xarope de milho com alto teor de frutose. Experimentei o produto no South Kona Green Market (82-6188 Mamalahoa Hwy, Captain Cook) e trouxe um vidro de 13oz (368g), que custou US$8,00. Além disso, a empresa comercializa cera de abelha para uso cosmético e velas feitas de cera de abelha, que são vendidas também na loja Island Naturals (74-5487 Kaiwi Street, Kailua-Kona). É possível comprar diretamente no site da Hawaii Bee Company.

4. Farmers markets: São feiras semanais, em lugares predeterminados, que reúnem produtores locais de alimentos (incluindo opções orgânicas, veganas, sem glúten), bebidas, artesanato, produtos terapêuticos e cosméticos. Gostei muito de conhecer dois farmers markets: o Keauhou Farmers Market (78-6831 Ali‘i Dr, Kailua-Kona), que funciona aos sábados no estacionamento do Keauhou Shopping Center, em Kailua-Kona, a maior cidade do lado Oeste da Big Island, e o South Kona Green Market (82-6188 Mamalahoa Hwy, Captain Cook), que é realizado aos domingos no estacionamento do Amy B. H. Greenwell Ethnobotanical Garden, no distrito de South Kona. São movimentados, mas não intransitáveis, e de modo geral os expositores são atenciosos e tranquilos. Como os espaços ficam ao ar livre, pode fazer calor perto do meio-dia, então é recomendável chegar cedo.

Alguns produtores participam das duas feiras, como a Kona’s Earthly Delights Farm, uma fazenda orgânica e certificada de café 100% Kona Coffee, macadâmia, frutas e produtos como bolos, chocolates, cookies e a Lilikoi Butter, um dos meus doces preferidos. Pertence a Bacci Perata e Bonnie Perata, e sua equipe é especialmente simpática. A Lilikoi Butter consiste numa pasta leve, feita com maracujá (lilikoi, no idioma havaiano), açúcar, ovo, manteiga, limão e lima. Todos esses ingredientes são orgânicos.

Para mim, tanto a Lilikoi Butter quanto a Ka‘u Macadamia Nut Butter with Belgian Chocolate e o Tropical Blossom Blend Pure Hawaiian Honey combinam muito com as panquecas americanas que comemos em quase todos os cafés da manhã no Havaí, por isso eu trouxe na mala a Organic 7 Grain Pancake and Waffle Whole Grain Mix, que a minha irmã costuma usar. Com certificação orgânica do USDA, essa mistura para panqueca contém farinhas de sete grãos (centeio, milho, aveia, linhaça, quinoa, arroz vermelho e trigo, listado também nas variedades spelt e kamut), todos orgânicos e integrais, e tem nos trazido ótimas recordações da viagem. É da marca americana (porém não havaiana) Bob’s Red Mill, e pode ser encontrada nos supermercados Island Naturals (74-5487 Kaiwi Street, Kailua-Kona) e Choice Mart (82-6066 Mamalahoa Hwy, Captain Cook).

Luana Naturals (P.O. Box 1054, Captain Cook) é outra fazenda presente em ambas feiras. Comprei o Be Balm, um protetor labial que custou US$5,00 e também serve para outras partes do corpo. Composto de óleos vegetais de kukui, gergelim e abacate infundido com cúrcuma, manteiga de manga, cera de abelha, mel, sabor natural de manga e vitamina E, o produto vem num delicado potinho de plástico branco, de 7g, e é totalmente natural, sendo alguns ingredientes também orgânicos. O sabor de manga é sutil e nada açucarado. É enfatizada a utilização de insumos do Havaí. Seus proprietários Tim Bruno e Karen Kriebl fazem entregas internacionais, pela loja virtual.

Também vi nesses dois farmers markets a barraca da Kitchen of Creation (P.O. Box 1118, Captain Cook), uma fazenda de mamaki (Pipturus albidus). Essa planta havaiana pertence à família da urtiga e é endêmica, ou seja, é encontrada naturalmente apenas naquela região. Situado num dos lugares mais remotos do globo terrestre, o Havaí possui uma das maiores taxas mundiais de endemismo, com milhares de espécies com essa classificação. O chá de mamaki é consumido por suas propriedades medicinais revitalizantes, para aliviar cólicas e para desintoxicar o organismo após a exposição ao vog (abreviação de volcanic smog, que designa o nevoeiro contaminado por gases sulfurosos e resíduos emitidos pelos vulcões). Não contém cafeína. Ao comprar com Nataliya Dmitrieva um pacote de 1,1oz. (31,2g) de folhas desidratadas, ganhei de brinde um copo de chá gelado de mamaki, bem refrescante.

As peças de artesanato mais bonitas que pude admirar nessa viagem foram de Willa Marten e seu marido David Carlin, donos da Marten Pewter, uma empresa especializada em colheres de estanho — sem chumbo — e outros objetos decorativos feitos com esse metal. Além disso, Willa faz enfeites e bonecos com coco seco, conchas e pedacinhos de vidro que são trazidos pelo mar e vão sendo polidos pelo atrito com pedras vulcânicas, no vaivém das ondas, e David elabora acessórios com conchas pintadas à mão. O casal integra o South Kona Green Market (82-6188 Mamalahoa Hwy, Captain Cook).

Objetos de estanho sem chumbo, da Marten Pewter
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Também fiquei impressionada com o Royal Mana Oil, da Ho‘omana Oils (P.O. Box 1023, Volcano). É produzido artesanalmente por Richard Probst e Sheila Probst, na sua fazenda em Volcano, uma localidade próxima ao vulcão Kilauea. O casal envia encomendas para todos os países. Comprei um vidro pequeno com Doreen Ho Parker, a representante deles no South Kona Green Market (82-6188 Mamalahoa Hwy, Captain Cook), que me fez uma demonstração do produto com uma providencial massagem na nuca e nos ombros. De uso tópico, o Royal Mana Oil é apresentado como sendo hipoalergênico e é indicado pela marca para aliviar dores em geral, lesões esportivas, inchaço, psoríase, eczema, artrite, fibromialgia, reabilitação e cicatrização pós-cirúrgica. Os ingredientes são um blend exclusivo de ervas havaianas e óleo de semente de uva. As ervas se chamam haoui e aloli, vêm sendo usadas há muitas gerações e são colhidas em locais onde nascem espontaneamente.

No idioma havaiano, mana é a energia de cura que cada indivíduo possui. Já ho‘omana contém múltiplos significados (assim como ocorre com outras palavras havaianas), e o que está sendo usado pela marca é empoderamento. Tenho passado o Royal Mana Oil em algumas noites, seguindo a técnica usada por Doreen e as instruções dadas num cartão, e estou notando resultados positivos. O produto é vegano, preparado por meio de infusão a frio. Não é exatamente cheiroso, mesmo assim acho reconfortante o seu odor característico. Tem uma cor âmbar-esverdeada e não tem manchado as minhas roupas. O vidro de 1 fl.oz. (30ml) custou US$20,00. O frasco é de vidro azul-escuro, com tampa conta-gotas preta e rótulo verde, decorado com uma bela foto de uma samambaia. A Ho‘omana Oils oferece também outros produtos fundamentados na tradição herbalista havaiana.

Royal Mana Oil, da Ho‘omana Oils
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5. Compra online: Encontrei a marca havaiana Mahalo Skin Care, de Maryna Kracht e Mark Kracht, pesquisando no Instagram, e fiquei curiosa para conhecer os produtos após ler as listas de ingredientes. Quando descobri que a loja virtual Aurora Beauty trabalha com essa marca e envia amostras gratuitas junto com as compras, para todos os países, escrevi um email perguntando se por acaso algumas amostras poderiam ser de produtos da Mahalo. Responderam que sim, então fiz uma encomenda semanas antes de viajar, usando o endereço da minha irmã e do meu cunhado para a entrega.

Recebi potinhos com dois produtos: a Pele Mask (uma ótima máscara facial desintoxicante, cujo nome homenageia a deusa havaiana do fogo e dos vulcões) e o Mahalo Balm (um bálsamo orgânico para o rosto que tem um cheiro maravilhoso, com notas de sândalo havaiano, lavanda e gerânio, além de ser muito eficiente para hidratar e acalmar a pele). A marca prioriza o uso de ingredientes locais e orgânicos. Os produtos, bastante sofisticados, são feitos à mão e acondicionados em embalagens de bambu, numa ilha havaiana chamada Kauai. A Pele Mask vem num pote com 1,7 fl.oz. (50ml) e custa US$64,00, já o Mahalo Balm vem num pote do mesmo tamanho e seu preço é de US$72,00. As listas de ingredientes são extensas, e podem ser consultadas no site da marca. No idioma havaiano, mahalo é a palavra utilizada para expressar gratidão.

Noni (Morinda citrifolia), uma fruta havaiana que faz parte
da lista de ingredientes da Pele Mask, da Mahalo Skin Care
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6. Supermercados: Fundada por Russell Ruderman, a Island Naturals (74-5487 Kaiwi Street, Kailua-Kona) vende alimentos, bebidas, produtos de cuidado pessoal, suplementos e produtos de limpeza, todos naturais, e muitas vezes também orgânicos, e tem um bufê na entrada, para quem quiser fazer uma refeição ali mesmo. Além da loja que frequentamos, em Kailua-Kona, existem outras duas unidades na Big Island: a sede em Hilo e outra filial em Pahoa.

A minha filha se encantou com o perfume natural Coco-Mango, bem frutal e tropical, com notas de coco e manga, da marca havaiana Alohatherapy (P.O. Box 1597, Pahoa). Um vidrinho de 20ml custou US$6,99, mais o imposto de 4,166%. Além de perfumes naturais (todos diluídos numa base de óleo de amêndoa e óleo de jojoba) e óleos essenciais (incluindo óleos essenciais de flores locais como maile, tuberosa, jasmim-manga, gardênia, hibisco e jasmim pikake), o display da marca contém óleos vegetais de kukuitamanu e neem. Fica num amplo espaço no centro da Island Naturals, voltado exclusivamente a cosméticos feitos no Havaí.

Óleos essenciais, perfumes naturais e óleos vegetais  da Alohatherapy
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Nessa loja comprei também o Extra Mild Natural Soap, com o singular aroma de plumeria (jasmim-manga), da Captain’s Ohana Farm (84-4781 Mamalahoa Hwy, Honaunau). A barra de sabonete, com aproximadamente 4,5oz (127g), custou US$5,49, além do imposto local. Seus ingredientes são óleo de canola, óleo de coco, azeite de oliva, flocos de soda, cera crua de abelha, mel cru, aveia e fragrância de jasmim-manga. O sabonete é natural e efetivamente extra-suave, com um perfume adorável, e deixou a minha pele e o meu cabelo mais macios. Também pode ser adquirido na loja Blue Ginger Gallery (79-7391 Mamalahoa Hwy, Kainaliu), no distrito de South Kona. A fazenda pertence a Jack Turner e Tina Turner, e produz café 100% Kona Coffee, mel, cera de abelha, sabonetes, velas e 85 tipos de frutas exóticas e vegetais. Os fertilizantes são orgânicos, e não são utilizados pesticidas e nem herbicidas. O site da marca inclui uma loja virtual.

A Island Naturals trabalha também com outras marcas do Havaí, várias outras marcas americanas e algumas européias, além da brasileira Surya. Vi John Masters Organics, Badger, Weleda, Acure, Dr. Bronner’s, Andalou, Dr. Hauschka, Natracare, entre inúmeras outras, espalhadas em dezenas de prateleiras da seção de cosméticos.

Algumas prateleiras de cosméticos naturais e cosméticos orgânicos, na Island Naturals
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Outro estabelecimento com uma grande oferta de comida orgânica é o supermercado Choice Mart (82-6066 Mamalahoa Hwy, Captain Cook), já citado algumas vezes acima. Fica no distrito de South Kona. O hipermercado Costco (73-5600 Maiau St, Kailua-Kona), em Kailua-Kona, também tem alimentos orgânicos, em embalagens enormes para os padrões cariocas.

7. Livros, cartões e presentes: Os centros de visitantes dos parques nacionais, descritos em “Férias no Havaí, parte 1: passeios, acomodações e transporte na Big Island”, são ideais para quem estiver buscando livros sobre as riquezas naturais, a história e as tradições havaianas. Além disso, cada compra beneficia essas incríveis instituições. Visitamos os quatro parques nacionais localizados na Big Island:


No primeiro parque da lista, a minha filha escolheu um lindo guia sobre pássaros existentes no arquipélago havaiano — A photographic Guide to the Birds of Hawai'i: The Main Islands and Offshore Waters, de Jim Denny (Honolulu: University of Hawai'i Press, 2010; US$19,95) — e eu me decidi por um guia sobre plantas nativas do HavaíAmy Greenwell Garden Ethnobotanical Guide to Native Hawaiian Plants & Polynesian-introduced Plants, de Noa Kekuewa Lincoln (Honolulu: Bishop Museum Press, 2009; US$12,95). Foram bastante consultados durante a viagem, pois estávamos constantemente cercadas de plantas notáveis e pássaros fascinantes.

São vendidos também outros itens, como cartões postais, marcadores de livro, jogos, binóculos, além de bolsas, broches e acessórios com o tema de cada parque. E o Hawai‘i Volcanoes National Park conta também com outra loja de lembranças relacionadas com vulcões; fica dentro da Volcano House (1 Crater Rim Dr, Volcano), um estabelecimento que abriga também um restaurante e um hotel. Clientes do restaurante recebem um cupom de 10% de desconto na loja.

Outro lugar com uma considerável seleção de livros infantis e CDs com temas havaianos, além de cartões e brinquedos, é a livraria Kona Stories (78-6831 Ali‘i Dr Suite #142, Kailua-Kona), em Kailua-Kona. Fundada em 2006 por Brenda McConnell e Joy Vogelgesand, fica no Keauhou Shopping Center, perto do estacionamento que é ocupado aos sábados pelo Keauhou Farmers Market.

Inaugurada há quase trinta anos num trecho pitoresco de South Kona, a Blue Ginger Gallery (79-7391 Mamalahoa Hwy, Kainaliu) é uma loja com harmoniosas e coloridas pinturas originais, várias delas de autoria da sua proprietária, a artista plástica Jill Ami, e que se desdobram em gravuras, cartões, roupas e tecidos; além de joias, produtos de beleza, acessórios e objetos decorativos — todos no peculiar estilo havaiano. Minha filha levou belos cartões com golfinhos pintados (de US$1,00 a US$5,00), tatuagens temporárias de inspiração polinésia (US$6,50 cada cartela) e uma pequena coleira de cachorro (US$11,00), feita de tecido, com estampa de hibiscos. A coleira é de verdade, no entanto quem a usa são seus cãezinhos de pelúcia. A esses preços foi somado depois o imposto de 4,166%.

Embora Kailua-Kona tenha uma concentração muito maior de lojas, achei mais interessantes os lugares comentados acima.

RESTAURANTES

Como a minha irmã e o meu cunhado se tornaram moradores da Big Island e antes disso já haviam viajado para o Havaí diversas vezes, eles conhecem inúmeros outros restaurantes além dos sete que são descritos abaixo; esses são apenas os que visitamos dessa vez. De modo geral, é recomendável fazer reservas, as porções servidas são generosas, a água é cortesia da casa, o atendimento é cordial e eficiente. É comum ver ingredientes orgânicos, além de opções vegetarianas (e eventualmente veganas) e pratos sem glúten nos cardápios. Os clientes costumam se vestir de modo informal.

1. Mi’s Bistro (81-6372 Mamalahoa Hwy, Kealakekua): O chef Morgan Starr e sua esposa Ingrid Chan oferecem deliciosos e substanciosos pratos italianos, habilmente preparados com ingredientes frescos e locais, de excepcional qualidade. O atendimento gentil e o ambiente intimista, discreto e elegante tornaram o nosso jantar ainda mais especial. O restaurante está situado no distrito de South Kona.

2. Strawberry Patch (79-7491 Mamalahoa Hwy, Kealakekua): Um restaurante charmoso e acolhedor, dirigido pelas irmãs Amelia Antonucci e Maria Antonucci. Também está localizado no distrito de South Kona. A chef Amelia executa um cardápio de comfort food, com destaque para as sobremesas e uma primorosa entrada de queijo brie derretido com torradas, alho assado e frutas frescas.

3. Sam Choy’s Kai Lanai (78-6831 Ali‘i Dr, Keauhou): Um amplo e arejado restaurante de ótima comida havaiana, em Kailua-Kona. O cardápio elaborado pelo famoso chef Sam Choy apresenta uma boa variedade de pratos para crianças. Nosso almoço lá foi bem tranquilo, enfeitado com uma linda vista panorâmica do mar.

4. Ultimate Burger (74-5450 Makala Blvd E112, Kailua-Kona): Entramos ao acaso nessa lanchonete, em Kailua-Kona, e nos surpreendemos positivamente com a comida. O pequeno cardápio tem salada orgânica e uma opção de hambúrguer vegetariano, além de hambúrgueres de carne, de peixe e de frango.

5. Patz Pies (82-6127 Mamalahoa Hwy, Captain Cook): Ambiente despretensioso e agradável, com pizzas saborosas e bem temperadas, realmente muito boas. Fica no distrito de South Kona.

6. The Rim Restaurant, na Volcano House (1 Crater Rim Drive, Volcano): Localizado dentro do Hawai‘i Volcanoes National Park e recentemente reformado, é um restaurante de comida típica das ilhas havaianas, muito bem preparada com ingredientes locais. Ali experimentei o poi, que é servido como um dos acompanhamentos de diversos pratos. Um dos pilares da culinária do Havaí, o poi é preparado com taro — o tubérculo Colocasia esculenta, que aqui no Brasil também é conhecido como inhame-coco, inhame-dos-açores e inhame japonês. As mesas têm uma sensacional vista panorâmica da imensa Halema‘uma‘u Crater, no cume do vulcão Kilauea.

Vista panorâmica do vulcão ativo Kilauea, em frente ao restaurante da Volcano House
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7. Merriman’s Waimea (65-1227 Opelo Road, Kamuela): Fundado em 1988 numa área com predomínio da atividade pecuária, no Norte da Big Island, é o restaurante mais emblemático e premiado do chef Peter Merriman, um pioneiro do que ele chama de Hawaii Regional Cuisine. Estabelecendo parcerias sólidas com fazendeiros e pescadores locais que também são adeptos de práticas sustentáveis, o restaurante oferece alimentos extremamente frescos e sazonais, no auge do seu sabor. Nosso almoço no Merriman’s Waimea, a caminho do Pololu Valley (Highway 270, North Kohala), foi memorável, numa mesa bem ao lado da bela horta orgânica do restaurante, aberta para visitação.

NO FUTURO

Além de fazer passeios turísticos, a viagem tinha outros objetivos para mim e para a minha filha: matar as saudades da Cindy, do John e dos cachorros deles, descansar bastante, aproveitar tanto quanto possível a presença de golfinhos na Kealakekua Bay. E, no meu caso, pesquisar produtos orgânicos para o blog. Minha irmã e meu cunhado tinham também as tarefas relacionadas ao Dolphin Dreams Kealakekua, que está bem concorrido.

Vista panorâmica da Kealakekua Bay, em frente ao Dolphin Dreams Kealakekua
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Por conta desses e outros fatores, várias atividades em Kona foram deixadas de lado, como mergulhar à noite com arraias-manta, contemplar os petroglifos do Kaloko-Honokohau National Historical Park (73-4786 Kanalani St Unit 14, Kailua-Kona), assistir a um espetáculo no Aloha Theatre (79-7384 Mamalahoa Hwy, Kainaliu), fazer uma visita completa a uma fazenda de café, explorar mais o Pu‘ukohola Heiau National Historic Site (62-3601 Kawaihae Road, Kawaihae), apreciar o Amy B. H. Greenwell Ethnobotanical Garden, experimentar a massagem havaiana lomi lomi e ir a outras praias, como a Keei Beach, indicada para surfe, pesca e snorkeling. Além disso, existem áreas na Big Island que não visitamos: o lado Leste, no entorno de Hilo, que entre outras atrações possui cachoeiras maravilhosas, e a região do vulcão adormecido Mauna Kea, que está coberto de neve e reúne condições ideais para a observação astronômica (é o ponto mais alto do Havaí e também a montanha mais alta do mundo, se forem considerados os metros abaixo do nível do mar). Sem falar em todas as demais ilhas do arquipélago... Temos muitos motivos para planejar novas viagens ao Havaí!

O amanhecer na Kealakekua Bay, visto da praia
que está situada em frente ao Dolphin Dreams Kealakekua
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terça-feira, 18 de agosto de 2015

Férias no Havaí, parte 1: passeios, acomodações e transporte na Big Island

Estive no Havaí por treze dias, e fiquei muito impressionada com as paisagens fantásticas e diversificadas; a profusão de lava, plantas e animais; a organização e a limpeza dos lugares; a grande oferta de produtos orgânicos; e a atitude simpática, calma e educada das pessoas com as quais tivemos contato, várias delas provenientes de outras regiões do mundo.

O anoitecer em Kealakekua Bay, visto da praia que fica em frente ao Dolphin Dreams Kealakekua
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ACOMODAÇÕES

Viajei com a minha filha algumas semanas atrás, em julho de 2015, a convite da minha irmã, que se mudou para a Big Island com o marido e os cachorros deles no final de 2014. Ela é brasileira, ele é americano e estava radicado no Brasil. Aqui no Rio de Janeiro, a Cindy trabalhava como promotora de justiça e o John era correspondente internacional. O amor pela natureza, especialmente golfinhos e baleias, foi um dos motivos que os levaram a se fixar em Kealakekua Bay, na região de Kona, um dos melhores locais para quem quer observar esses e outros animais marinhos, praticar snorkeling, mergulho e stand up paddleboarding (SUP).

A casa deles foi construída bem em frente à baía, um verdadeiro paraíso de tranquilidade e belezas naturais, brindado todos os dias por um pôr-do-sol mais espetacular do que o outro. Minha irmã e meu cunhado moram no segundo andar da casa e destinaram o térreo para alugar por temporada (uma modalidade que em inglês é chamada de vacation rental), criando assim o Dolphin Dreams Kealakekua. Os ambientes são coloridos e arejados, totalmente equipados para oferecer conforto para até cinco hóspedes.

Para mergulhar na Kealakekua Bay, basta caminhar alguns passos pelo jardim e descer uma escada de pedra. O John e a Cindy são excelentes anfitriões e sabem das melhores dicas, e a localização do Dolphin Dreams Kealakekua é ótima para servir como base para outros passeios na Big Island. Recomendo muito, tanto para quem vai fazer uma viagem romântica quanto para quem for viajar com crianças ou um grupo de amigos. Mais detalhes, incluindo fotos e comentários de hóspedes, podem ser vistos no Airbnb e no VRBO.

TRANSPORTE

A companhia aérea que usamos foi a American Airlines. Também chamada de Island of Hawai‘i (Ilha do Havaí), a Big Island é a maior ilha do arquipélago que compõe o Havaí, que vem a ser o 50o estado dos EUA. Das ilhas havaianas, é a que está situada mais ao Sul. A denominação Big Island (Ilha Grande) evita a confusão entre o nome da ilha e o nome do estado. Possui dois aeroportos internacionais, o de Kona no lado Oeste, e o de Hilo no lado Leste. Hilo é a capital e a maior cidade da Big Island.

Na ida, as 21 horas de avião foram divididas em quatro voos: Rio de Janeiro–Miami, Miami–Houston, Houston–Los Angeles, Los Angeles–Kona. Na volta, tivemos três voos: Kona–Los Angeles, Los Angeles–Miami, Miami–Rio de Janeiro. Sem falar numa porção de horas de espera entre as conexões. Foi cansativo, mas por uma boa causa, e no fim das contas o desgaste para a minha filha (essa era a minha maior preocupação, pois ela está com apenas sete anos) foi bem menor do que eu tinha imaginado. Mascar chiclete é um hábito que eu e ela nunca tivemos, no entanto ajudou bastante nas decolagens e principalmente nas aterrissagens.

Para circular na Big Island, é preciso usar um carro, porque as opções de transporte público são escassas. Vi pouca gente andando de bicicleta, provavelmente devido ao sol forte e às várias subidas e descidas. Não é à toa que o Ironman World Championship é realizado no distrito de Kona anualmente, desde 1981.

PASSEIOS

1. Pu‘uhonua o Honaunau National Historical Park (Highway 160, Honaunau): Dos mais de 400 parques nacionais existentes nos Estados Unidos, quatro estão na Big Island. Visitamos todos os quatro; esse foi o primeiro. Fica na costa Sul da região de Kona, no lado Oeste da ilha.

No Havaí antigo, se um indivíduo quebrasse as leis sagradas da sociedade havaiana, estaria condenado à morte, a menos que conseguisse chegar a um local de refúgio (pu‘uhonua). Nesse local, estaria a salvo e seria absolvido por um sacerdote. Civis em tempos de guerra e guerreiros vencidos também encontravam proteção nos locais de refúgio. Devido à presença de chefes havaianos naquela época, as áreas denominadas Royal Grounds eram sagradas para os havaianos do passado — e são assim consideradas até os dias atuais.

A 1871 Trail é uma trilha que também integra o parque e contém ruínas havaianas, muita lava e uma bonita vegetação. Perto de lá fica a Coastal Trail, uma trilha costeira cheia de piscinas naturais, formadas pela água que a maré deposita sobre a lava. Na 1871 Trail, a Alahaka Ramp é uma rampa que oferece uma linda vista do mar e dos penhascos de lava.

Reconstrução do templo Hale o Keawe, no Pu‘uhonua o Honaunau National Historical Park
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Guardiões do templo Hale o Keawe, no Pu‘uhonua o Honaunau National Historical Park
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Royal Grounds, no Pu‘uhonua o Honaunau National Historical Park
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Piscinas de água do mar sobre a lava, na Coastal Trail, no Pu‘uhonua o Honaunau National Historical Park
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Ruínas havaianas ao longo da 1871 Trail, no Pu‘uhonua o Honaunau National Historical Park
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Vista da Alahaka Ramp, no Pu‘uhonua o Honaunau National Historical Park
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2. Pu‘ukohola Heiau National Historic Site (62-3601 Kawaihae Road, Kawaihae): Construído pelo rei Kamehameha I em 1790-1791, o Pu‘ukohola Heiau teria a função de realizar uma profecia de um poderoso sacerdote, que anunciou que a guerra civil terminaria se Kamehameha erigisse um templo (heiau) ao deus da guerra Ku (ou Kuka‘ilimoku), em Pu‘ukohola. É o maior templo restaurado do Havaí, e está situado na parte Noroeste da Big IslandKamehameha de fato unificou as ilhas havaianas, em 1810, após muitos anos de conflitos.

Templo Pu‘ukohola, Pu‘ukohola Heiau National Historic Site
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Parte de uma bancada no museu que funciona no centro de visitantes
do Pu‘ukohola Heiau National Historic Site
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3. Kaloko-Honokohau National Historical Park (73-4786 Kanalani St Unit 14, Kailua-Kona): Esse parque mostra como os antigos havaianos sobreviveram e prosperaram num território quente e árido, empregando técnicas ancestrais de pesca — como a construção de tanques nos quais os peixes entravam com a maré e depois acabavam retidos — e o valioso conhecimento da localização de água salobra que flui em diversos pontos do parque.

É também uma área bastante procurada por tartarugas marinhas (muitas das quais estão vendo seres humanos pela primeira vez em suas vidas), para se alimentar de algas e se aquecer ao sol, em delicadas piscinas formadas pelas marés. O parque encontra-se no lado Oeste da Big Island.

Tartaruga marinha na Honokohau Beach, no Kaloko-Honokohau National Historical Park
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Tanque de peixes e templo havaiano ao fundo, no Kaloko-Honokohau National Historical Park
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4. Hawai‘i Volcanoes National Park (1 Crater Rim Dr, Volcano): Começamos a visita com um almoço marcante na Volcano House, um misto de hotel, restaurante (The Rim Restaurant) e loja de lembranças de viagem, dentro do parque. Seu amplo restaurante e os apartamentos mais caros têm uma sensacional vista panorâmica do cume do vulcão Kilauea.


Hawai‘i Volcanoes National Park fica na região Sudeste da ilha e tem a peculiaridade de permanecer aberto 24 horas por dia, todos os dias do ano. É o terceiro maior parque dos Estados Unidos, logo após Yellowstone e Yosemite. Conta com áreas para quem quiser acampar e está repleto de trilhas, que podem ser percorridas também em excursões guiadas por guardas florestais. Bicicletas são permitidas somente em determinados locais.

O arquipélago havaiano é totalmente formado pela lava de seus vulcões, e Kilauea e Mauna Loa, dois dos vulcões mais ativos do mundo, ainda estão acrescentando território à Big Island. O Kilauea Visitor Center contém uma série de informações sobre o parque e sobre a evolução dos ecossistemas das ilhas, apresentadas em exposições e filmes, como o belo Born of Fire... Born of the Sea.

Já o Thomas A. Jaggar Museum é um museu dedicado à vulcanologia, e mostra mapas, objetos geológicos e equipamentos utilizados no estudo de vulcões, além da relação dos antigos havaianos com Pele (ou Pelehonuamea), a deusa do fogo e dos vulcões, cuja casa seria a cratera Halema‘uma‘u, no topo do vulcão Kilauea.

Crater Rim Drive consiste numa estrada com diversos trechos interessantes, como áreas com saídas naturais de vapor (Steam Vents), a gigantesca cratera Kilauea Iki — que em 1959 era um imenso lago de lava —, e o Thurston Lava Tube (também chamado de Nahuku) — uma caverna formada por um rio de lava no passado, e em cujo entorno pudemos caminhar por uma exuberante floresta de samambaias.

A Chain of Craters Road é outra estrada que vale a pena ser percorrida. É extraordinário, por exemplo, o local do derramamento de lava de Mauna Ulu, cuja erupção aconteceu em várias fases, entre 1969 e 1974. Onde hoje se vê lava e mais lava, havia antes uma densa floresta.

Gestantes, crianças e pessoas com problemas respiratórios ou cardíacos devem tomar um cuidado maior com os gases vulcânicos de dióxido sulfúrico, emanados em algumas partes do parque — embora o padrão usual dos ventos carregue os gases para longe das áreas abertas aos frequentadores. O Kilauea Visitor Center fornece boletins constantemente atualizados sobre a qualidade do ar.

Entre inúmeras outras espécies de plantas e animais, o Hawai‘i Volcanoes National Park abriga o nene, um pássaro que é o símbolo do estado do Havaí e está ameaçado de extinção. Eventualmente os nenes atravessam as estradas, e placas em certos pontos pedem atenção ao dirigir. Os nenes não devem ser alimentados, pois isso cria neles o hábito de pedir comida e faz com que se aproximem de veículos com essa finalidade, podendo acabar feridos ou atropelados.

Para quem pretende esperar o anoitecer para admirar o brilho da lava do vulcão Kilauea, seria uma boa ideia pernoitar num hotel. Realizar o passeio todo num só dia é viável, mas a volta à noite pode ser cansativa para quem está ao volante, porque que a região se torna bem escura. Convém ter em mente que, depois que o sol se põe, faz frio e venta muito no parque. Troquei de roupa ao anoitecer, mas, mesmo de calça comprida, casaco, cachecol e botas, achei o frio incrivelmente intenso.

Cratera Halema‘uma‘u, do vulcão ativo Kilauea, vista do restaurante
da Volcano House, no Hawai‘i Volcanoes National Park
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Saída de vapor, no Hawai‘i Volcanoes National Park
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Cratera Kilauea Iki, no Hawai‘i Volcanoes National Park
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Local do derramamento de lava de Mauna Ulu, no Hawai‘i Volcanoes National Park
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O brilho da lava do vulcão Kilauea, visto do Jaggar Museum, no Hawai‘i Volcanoes National Park
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As descrições acima estão longe de abranger tudo o que pode ser visto nos quatro parques nacionais da Big Island. São lugares fascinantes, que eu adoraria visitar novamente!

Alguns dos momentos mais especiais ocorridos nos parques nacionais estão relacionados com o Junior Ranger Program, um programa gratuito do National Park Service, com questões e atividades que as crianças podem fazer com a ajuda dos seus familiares, se for necessário. Dessa forma, são consolidadas informações importantes sobre os parques e sobre como as pessoas podem tentar protegê-los, hoje e no futuro. Minha filha adorou participar do programa; está guardando com o maior carinho os distintivos que ela conseguiu obter nos quatro parques nacionais da Big Island. Todos os guardas-florestais (rangers) — homens e mulheres — que verificaram suas respostas e os seus desenhos, ouviram o seu juramento e oficialmente declararam-na junior ranger em cada parque foram extremamente gentis.

5. Painted Church (84-5140 Painted Church Rd, Captain Cook): Com seu interior pintado pelo padre beneditino John Velge entre 1899 e 1904, é a igreja mais graciosa em que já estive. Localiza-se em South Kona, uma região cheia de fazendas do prestigiado tipo de café 100% Kona Coffee. Originalmente denominada St. Benedict Roman Catholic Church, é mais conhecida como Painted Church.

Padre Velge era um artista autodidata e adornou a igreja utilizando tintas comuns, usadas para pintar casas, sobre madeira comum. Inspirou-se na Catedral de Burgos, na Espanha, de estilo gótico, e adicionou uma dimensão tropical e havaiana à sua obra ao pintar palmeiras e um céu com estrelas e pássaros no teto. Naquela época, poucos havaianos sabiam ler, e as imagens tinham a função de ensinar passagens importantes da Bíblia. Em 1904, devido a problemas de saúde, padre Velge voltou para a Bélgica, seu país natal, e não pôde concluir alguns painéis.

Painted Church (St. Benedict Roman Catholic Church)
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6. Pololu Valley (Highway 270, North Kohala): Encontra-se no Norte de Big Island, no final de uma autoestrada, e tem uma vista fenomenal da costa Nordeste da ilha e seus penhascos verdejantes. A paisagem pode ser admirada ao longo de uma trilha que leva à Pololu Beach, uma praia de areia fina e muito escura, por ser originada de lava. Nadar não é recomendado, devido às fortes correntes.

No caminho, paramos rapidamente para ver a estátua original do rei Kamehameha I, na pequena cidade de Kapaau, efetivamente perto de onde nasceu o primeiro monarca do Havaí. Ali, gostei de ler os detalhes dos percalços ocorridos entre a elaboração da estátua na Europa, em 1880, e a sua chegada no Havaí, em 1912, passando por um naufrágio e um surpreendente resgate.

Pololu Valley
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Pololu Beach, vista da trilha
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Pololu Beach
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7. Kealakekua Bay: Passeamos quase todas as manhãs nessa deslumbrante reserva ecológica de vida marinha. Além de ser uma área de preservação ambiental, é um local histórico importante: ali aconteceu o primeiro grande contato entre havaianos e ocidentais, liderados pelo inglês James Cook (explorador, navegador, cartógrafo e capitão da Marinha Real Britânica), em 1779. Semanas depois, o capitão Cook foi morto por havaianos num confronto, nessa mesma baía. Posteriormente, foi erigido o Captain Cook Monument, um obelisco branco em sua homenagem.

Kealakekua Bay é perfeita para snorkeling, principalmente no entorno do Captain Cook Monument (na foto, é a área ao fundo, à direita), além de remo em caiaques e mergulho. Muitos turistas chegam a pé, pela Kaawaloa Trail, mas essa pode ser não ser a melhor maneira, porque a trilha é demorada, quente e exaustiva. É bastante aprazível ir até lá de caiaque ou em pranchas de SUP, como fizemos, partindo do outro lado da baía, onde está situado o Dolphin Dreams Kealakekua (o acesso pode ser feito de carro, descendo uma estrada sinuosa). Há também pessoas que frequentam a baía de barco ou a nado.

No meio da Kealakekua Bay, além do mar extremamente azul, é possível avistar golfinhos, tartarugas, peixes tropicais, ouriços e corais — num dia de excepcional visibilidade, enxergamos até mesmo o fundo da baía, vários metros abaixo da superfície. Estar perto de dezenas de golfinhos-rotadores foi espetacular. Baleias-jubarte costumam aparecer nos meses de inverno, que lá ocorre de janeiro a março.

A praia com coqueiros que é mostrada ao longe, no lado esquerdo da foto, é a Manini Beach, muito apropriada para relaxar, contemplar os penhascos da Kealakekua Bay, mergulhar, praticar snorkeling e fazer um piquenique numa das mesas disponíveis, à sombra das árvores do gramado. No lado Leste da baía, está situado o Hikiau Heaiu, um templo dedicado ao deus havaiano Lono.

Kealakekua Bay, vista da praia que fica em frente ao Dolphin Dreams Kealakekua
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OBSERVAÇÕES

1. Uma recomendação providencial da minha irmã foi a de utilizar de water socks nas praias da Big Island, geralmente cobertas de pedras de lava e pedaços de corais (todas as pedras pretas que aparecem nas minhas fotos são formadas por lava, e as eventuais pedras brancas são corais). Water socks são calçados que podem ser mergulhados na água, secam rapidamente, são bem ventilados e possuem solado antiderrapante. Protegem a sola dos pés, os dedos e as unhas. Logo no início da viagem, compramos water socks na loja Sports Authority (74-5450 Makala Blvd, Kailua-Kona); eu e a minha filha usamos em todos os dias da viagem, nas praias, nas trilhas e na ida ao vulcão Kilauea.

2. Convém colocar um saquinho para o lixo na bolsa ou na mochila, já que praticamente não há lixeiras pelas ruas e estradas, que por sinal são bem limpas. Cada um deve se responsabilizar por descartar seu lixo em casa ou no hotel, separando o que é reciclável e o que não é reciclável.

3. Com exceção do Hawai‘i Volcanoes National Park, não existem restaurantes e nem mesmo lanchonetes nos locais que citei. Levamos lanches, garrafas de água e água de coco em todos os passeios.

4. Pode ser útil andar com uma sacola leve e dobrável para eventuais compras. Nas lojas e nos supermercados, os clientes não recebem sacos plásticos para carregar os itens adquiridos. Sacos de papel podem ser providenciados pelos estabelecimentos, e às vezes são cobrados separadamente.

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“Férias no Havaí, parte 2: restaurantes, produtos orgânicos e outras compras na Big Island”


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Resenha: sais de banho Moroccan Rose Bathing Salts, da Ravenscourt Apothecary

Relaxar é um aprendizado, pelo menos no meu caso — fui criada num ambiente com uma exigência constante por produtividade. Pensando nisso, em meados de 2014 comecei a cultivar o hábito de fazer escalda-pés com a minha filha, que está com sete anos. Durante o escalda-pés, nós duas ficamos conversando e fazendo massagem uma na outra, meia hora antes do momento em que ela vai dormir. São experiências divertidas, serenas e carinhosas, que ambas adoramos. Os Moroccan Rose Bathing Salts (Sais de Banho Rosa Marroquina, em português), da marca inglesa Ravenscourt Apothecary, têm sido o meu produto favorito para essa finalidade.

Moroccan Rose Bathing Salts, da Ravenscourt Apothecary
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Os sais vêm numa garrafa de vidro transparente, com uma pequena tampa prateada e um rótulo com inspiração vintage. Não me canso de abrir a embalagem, para sentir o maravilhoso perfume de rosas verdadeiras. O aroma é intenso e persiste mesmo após a diluição. A fórmula conta com três ingredientes:
Sal rosa do Himalaia, pétalas desidratadas de rosa da Pérsia, óleo essencial de rosa do Marrocos.
O produto é artesanaltotalmente natural. Não é testado em animais e não contém substâncias de origem animal.

De acordo com a descrição dos Moroccan Rose Bathing Salts no site da Ravenscourt Apothecary, o sal rosa do Himalaia tem ação curativa, regeneradora e desintoxicante, e é usado há séculos para tratar problemas de pele.

O óleo essencial de rosa é um dos óleos mais caros, e possui propriedades calmantes, refrescantes e harmonizadoras. Ajuda a restabelecer a conexão com a figura materna e com a energia feminina, sendo útil também para os homens. A rosa está associada à simbologia da beleza e do amor. O texto “A rosa, aroma símbolo do sagrado feminino”, de Vishwa Schoppan, traz uma série de informações interessantes sobre esses aspectos.

A minha filha não é tão atraída pelo cheiro do óleo essencial de rosa quanto eu, mas o aprecia muito em escalda-pés.

Para minimizar riscos, costumo proceder do seguinte modo:
1. Arrumo a área que iremos ocupar, retirando qualquer objeto que esteja no caminho. Normalmente ficamos no sofá da sala.
2. Deixo por perto os nossos chinelos e uma toalha, que servirá para secar os pés, ao final do spa caseiro.
3. Despejo um litro de água fria numa bacia e a levo para a sala, ajeitando-a em cima de um suporte firme, para que a altura seja confortável para uma criança apoiar os pés.
4. Levo mais água fria para a sala, em outro recipiente.
5. Fervo pouco mais de um litro de água numa panela e levo essa panela, tampada, para a sala.
6. Passo uma parte da água quente para a bacia, misturo bem e vou adicionando mais água quente ou mais água fria, dependendo da necessidade. A minha filha fica longe enquanto isso ocorre. Ao todo, são utilizados 3,5 litros de água, aproximadamente.
7. Quando a água chega à temperatura desejada, coloco uma pequena quantidade de sais (uma colher de chá, equivalente a 5ml) na água. A dosagem baixa é uma precaução fundamental na aplicação de aromaterapia em crianças.
8. Enquanto a minha filha fica com os pés na água, brincando com movimentos tranquilos para dissolver os sais, faço massagens no seu couro cabeludo, na nuca, nas costas, nos braços e nas mãos. Ela me diz se prefere que a intensidade seja mais forte ou mais fraca, se quer que eu repita a massagem em alguma área específica e se gostaria de ouvir música também.
9. No fim, seco seus pés com a toalha e lhe entrego os chinelos.
10. Na minha vez, ponho mais água quente na bacia, pois a essa altura a primeira água já terá esfriado.
11. Quando terminamos, descarto a água logo e guardo a bacia, para evitar acidentes.
12. Fazemos esse ritual uma ou duas vezes por semana. No verão, usamos água morna, quase fria.
O contato dos pés com a água traz sensações de conforto, limpeza e imensa leveza. O efeito é imediato, ao mesmo tempo relaxante e revigorante. O sal e o óleo essencial dão à água uma textura ligeiramente untuosa, e o perfume de rosa proporciona alegria e bem estar. Os pés tornam-se mais macios.

O preço dos Moroccan Rose Bathing Salts é surpreendentemente acessível: apenas £8,00 por um vidro com 200g. Mesmo somando o frete para o Brasil, com código de rastreamento, e uma eventual incidência de taxas de importação (que no meu caso não aconteceu), o valor final contrasta com o que eu poderia imaginar, diante dos preços altíssimos que são cobrados pelo óleo essencial de rosa aqui no Brasil. Na minha transição para produtos orgânicos e naturais, fiquei impressionada com a ampla oferta de cosméticos com rosas que encontrei nos sites da Inglaterra.

A caixa foi enviada junto com um cartão de visita e uma carta impressa, pedindo que os sais sejam usados dentro de dois meses após o recebimento. Essa recomendação tem como objetivo a obtenção dos melhores resultados possíveis, não equivale ao prazo de validade do produto. Ainda assim, com o passar do tempo e as sucessivas aberturas do frasco, os componentes voláteis do óleo essencial vão se dissipando gradativamente, portanto convém não demorar anos na utilização.

Comprei esses sais na loja que Tanya Kuznetsova, a artesã responsável pela Ravenscourt Apothecary, mantém no portal Etsy, voltado para a comercialização de produtos feitos à mão: https://www.etsy.com/shop/RavensCtApothecary. O Brasil não fazia parte da lista dos países atendidos pela sua marca, mas quando entrei em contato ela criou uma venda específica para mim. Como era final de ano, o pacote demorou para ser entregue, mas fora dessa época crítica o tempo de espera das encomendas que faço em lojas britânicas está girando em torno de 40 dias corridos, ultimamente. O site da marca tem um formulário para contato: http://www.ravenscourtapothecary.com/contact/, e o cartão informa um número de telefone: +44 7935 807 428. A comunicação também pode ser realizada pelo sistema de mensagens do Etsy, disponível para quem se cadastrar nesse portal.

Gestantes, lactantes e pessoas cuja saúde requeira cuidados extras devem consultar um(a) bom(a) profissional da área médica antes de fazer uso de qualquer cosmético, inclusive os que são elaborados com óleos essenciais.

Mais informações sobre a Ravenscourt Apothecary já foram publicadas aqui no blog: “Resenha: perfumes literários femininos da Ravenscourt Apothecary: Jane Eyre, Elizabeth Bennet, Alice e Anne of Avonlea”.

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“Resenha: perfumes literários femininos da Ravenscourt Apothecary: Jane Eyre, Elizabeth Bennet, Alice e Anne of Avonlea”
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